Monday, September 17, 2007

Queimadas tomama conta de Mato Grosso e avançam sobre floresta amazônica

Há dias que o noticiário de tv no centro-oeste não dá outra coisa: postos de saúde e hospitais lotados por crianças e adultos com problemas respiratórios, fumaça das queimadas decanaviais no estado de São Paulo, parques queimando em Minas Gerais e, agora, tem gente morrendo de queimada.

É, morreu de queimada uma senhora, ainda jovem, de 65 anos, na zona rural do Federal (o fogo no cerrado cercou ela, tadinha).

Os satélites que o Brasil aluga dos americanos mostram que de todas as unidades da federação o estado de Mato Grosso é neste momento o campeãodas queimdas - o governo estadual, como representante de quem está colocando fogo, se desulpa dizendo que isso não é nada se comaparado com a redução anterior no número de queimdas.

-Conhece o livro ‘Mil maneira de mentir com estatística”?

Pois, voltando a Cuiabá: o ar está irrespirável, o pessoal está andando nas ruas com aquelasmáscurascirurgicas, brancas, que os japoneses usam quando estão gripados para não contaminar os demais.

Há mais de 3 mil focos de queimadas, segungo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) somente em Mato Grosso. Três municipios que fazem fronteira com Rondônia, Amazonas e Pará,estão entre os que mais queimam no momento.

Quem põe fogo são os empregados a mando dos “donos” da terra, que mandaram derrubar para tirar a madeira (se é que tirou) e agora põe fogo para limpar o terreno, formar pasto, depois vira plantar soja/).

O jeito é pressionar nas ruas, como vem fazendo os verdes com a campanha Brasil no Clima, até forçar o Congresso a votarleis que imponha metas internas obrigatórias de redução das emissões de gases do efieto estufa.

Há semanas que os projetos de autoria do ex-ministro SarneyFilho(PV-MA) está longe de chegar ao plenário.

e Lula está longe de se debruçar sobre as metas que o Brasil vai admitir - é, porque vai ser igual a lei de responsabilidade fiscal.

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Tuesday, August 28, 2007

Brasil continua se recusando lá fora a fixar metas de redução das emissões de gases poluentes na atmosfera

O governo brasileiro continua se recusando a fixar metas de redução de suas emissões de carbono, embora se disponha a cooperar com o enfrentamento do aquecimento global dando continuidade a suas atuais políticas de proteção ambiental.

Para espanto dos europeus e dos ambientalistas de todo o mundo, o secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMC), José Miguez, teria deixado claro a posição do governo Lula durante a reunião preparatória da Organização das Nações Unidas (ONU), que começou ontem.

Até sexta-feira, os delegados vão definir as primeiras propostas do tratado que deve substituir o Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012.

O secretário-geral da convenção, Yvo Boer, comissário da ONU para mudanças climáticas, disse ser importante que os países ricos se empenhem mais no combate ao problema.

“Uma pedra angular do Protocolo de Kyoto é que os países desenvolvidos assumam a liderança na redução das emissões, porque são eles os que, fundamentalmente, causam o problema”, disse às agências de notícias.

Estão reunidos na capital austríaca representantes de mais de 150 países que preparam a reunião da ONU sobre clima em Bali (Indonésia), marcada para dezembro, quando  ministros de Meio Ambiente de mais de 100 países debaterão medidas concretas para tentar estabelecer metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

Devido principalmente às queimadas, o Brasil é considerado o quarto maior emissor de gases do efeito estufa do planeta.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou há poucos dias dados mostrando queda na devastação da Amazônia, mas o equivalente a meio estado de Sergipe ainda vem sendo destruido anualmente, por derrubadas para comércio ilegal de madeira e queimadas para limpeza de áreas destinadas depois a pasto para gado e eventualmente a lavouras de soja, especialmente nas bordas da floresta amazônica onde há contato com rodovias.

Ambientalistas no Brasil e políticos ligados à causa ambiental no Congresso protestam contra a posição brasileira.

Posted by Joao Arnolfo in 15:55:15 | Permalink | No Comments »