Monday, August 20, 2007

Positivistas, maçons e ruralistas se unem para pressionar pela transposição do São Francisco

Maçons e ruralistas do Nordeste unem-se com o resto das classes dominantes de alguns estados beneficiários do projeto de transposição das águas do rio São Francisco para pressionar os ambientalistas.

Este quadro, que ja vinha se delineando no Congresso, ficou claro hoje (20) quando senadores e deputados ocuparam as tribunas dos dois lados para dizer que, no Dia do Maçom, juntam-se os grandes orientes do sul, norte, oeste e nordeste para ver se dão conta de fazer andar a transposição.

Apelam para tudo, inclusive usando a tática da oposição - que são os ambientalistas e as comunidades ribeirinhas sob influência dos padres e pastores -  de reunir um bispo e colocar ele à frente de atos público na Paraíba em favor da transposição que os ambientalistas vêm parando na Justiça desde a época de Ciro Gomes querendo dar o golpe das empreiteiras.

O Partido Verde vem sendo inclusive chantageado, sutilmente, pela direita ruralista-positivista (isso não era coisa de dois séculos atrás?) para deixar de liderar a bancada ambientalista contra as obras de transposição do jeito que o Ministério da Integração Nacional projetou, sem beneficiar os pobres que precisam e sem atentar para os riscos ambientais e a necessidade de fortes investimentos prévios na recuperação de nascentes e margens, construção de usinas de tratamento nos municípios ribeirinhos e reorgnização socioambiental de acordo com os novos paradigmas do aquecimento global.

Não devem prosperar os positivistas que ainda acham que podem tutelar Dom Pedro.

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Saturday, August 11, 2007

COMISSÃO DA CÂMARA APROVA PROJETO QUE FIXA METAS PARA REDUZIR EMISSÕES DE CO2

Após sete meses tramitando, foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente e está pronto para ser votado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara dos Deputados, o projeto de lei 19/07 que estabelece metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa, causadores o aquecimento global.
Autor dos projetos, resolução e decreto legislativo do “pacote verde” apresentado em 31 de janeiro em nome da bacada verde para enfrentnr o aquecimento global que cientistas da ONU confirmariam no dia seguinte, o ex-ministro do Meio Ambiente , Sarney Filho (PV-MA), informou que a Comissão de Meio Ambiente aprovou o projeto com parecer favorável, com emendas, do relator Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). O Brasil está sob pressão internacional para adotar estas metas e o governo federal diz que tem um plano de contingência para resolver o problema, mas até agora está enrolado em questões internacionais - o PT quer arrancar em troca das metas um apoio financeiro internacional a um fundo de preseração da Amazônia. O Executivo não fez nada até agora, não enviou qualquer proposta de meta e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tampouco explicou como atenderá a pressão externa - e agora interna, com movimentos de ruma como a campanha Brasil no Clima, do Partido Verde, exigindo a adoção de metas a nivel federal, estadual e municipal para a redução das emissões de gases do efeito estufa. No caso brasieoro, na maior parte esta redução significaria diminuir as queimdas. Mas para isso o PT e as autoridades locais enfrentam a resistência dos fazendeiros e sua bancada ruralista no Congresso.
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http://www.camara.gov.br
http://www.partidoverde.org
http://www.psdb.org.br
http://www.pt.org.br
http://www.mma.gov.br
http://www.sarneyfilho.com
http://www.camara.gov.br/sileg/prop_detalhe.asp?id=339978

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Wednesday, July 4, 2007

PROGRAMA NUCLEAR PRECISA SER DISCUTIDO COM CIVIS, EXIGEM PARLAMENTARES E AMBIENTALISTAS

A decisão do governo de reativar o projeto de Angra 3 foi criticado hoje durante reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, coordenada pelo deputado Sarney Filho (PV-MA) por parlamentares e pelo Greenpeace. O ministro interino das Minas e Energia, Nelson Hubner, defendeu a utilização de energia nuclear no país, com a ativação de mais uma usina, Angra 3,como forma de enfrentar um possível apagão devido ao crescimento de programas, como o Luz para Todos. Já o diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, afirmou que a decisão do governo foi tomada sem que o Congresso Nacional e a sociedade civil tivessem sido ouvidos.

“O diálogo é necessário para que os erros cometidos na década de 80 não se repitam, quando foi adotado o Programa Nuclear Paralelo, sem qualquer transparência e cujos recursos não chegaram a passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União”, afirmou Sérgio Leitão. Sarney Filho também criticou a decisão do governo, ressaltando a importância do Congresso ser ouvido sobre a questão.

“A preocupação com a produção de energia é legitima. O que não é legitimo é a opção do governo por produção de energias que a sociedade brasileira como um todo repudia, como é o caso das as usinas nucleares” disse o deputado. Ele lembrou que existem alternativas para suprir o país, citando além da repotencialização das usinas hidrelétricas mais antigas, o uso de energias alternativas, como a eólica e a solar, que não agridem o meio ambiente e são mais seguras.

O coordenador da Frente disse acreditar que o governo brasileiro tenha recebido pressões, até mesmo internacionais, para desengavetar o programa, já que, segundo ele, “não se justifica a ativação de Angra 3 e o seu funcionamento junto com Angra 1 e 2 em localidades que ficam na beira do mar”.

“Não sabemos se daqui a algum tempo, com o aquecimento global e com o aumento do nível do mar essas áreas serão atingidas pelo mar”, alertou o deputado, que defendeu ainda a necessidade de rigor para a aprovação de licenciamento ambiental de obras de grande impacto, como as hidrelétricas.

Arma dos desesperados

O deputado Edson Duarte (PV-BA), que foi relator de um trabalho sobre a segurança das usinas nucleares na Câmara dos Deputados afirmou que “a opção pela energia nuclear é uma arma dos desesperados e o Brasil não precisa disso”. Ele lembrou que países em desenvolvimento já estão priorizando a produção de energias alternativas, como a eólica, mas o Brasil, segundo ele, está atrasado nessa área, “porque quis um produto 100% nacional e acabou ficando sem nada”.

O ministro interino das Minas e Energia reforçou, em defesa da energia nuclear, que o governo Lula “não quer ter a marca do apagão”, que teria um grande custo econômico e social. Nelson Hubner criticou as dificuldades que o governo enfrenta para liberar os licenciamentos ambientais de grandes hidrelétricas.

“Não adianta dizer que vamos atender o país repotenciando usinas hidrelétricas. Os ganhos serão pequenos diante da demanda que cresce a cada ano”, justificou.

O deputado Luiz Carreira (DEM-BA) também lamentou a decisão do governo de colocar um funcionamento Angra 3, sem ouvir a sociedade. “Apesar dos esforços da ministra Marina Silva, o governo não tem dado a atenção devida à questão ambiental e jogou no colo da área ambiental a decisão de aprovar rapidamente licenciamentos de obras complexas”, afirmou Carreira. O deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP) lamentou que o país “esteja vivendo de novo o pesadelo dos anos 70”, com a reativação de projetos nucleares. “Ainda não se tem uma solução para os rejeitos radioativos. Acredito que o governo está agindo de forma açodada e temo que possam ocorrer novos desastres, como o do Césio 137 em Goiânia”, alertou Trípoli.

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Wednesday, June 27, 2007

Opção nuclear do Governo de Lula provocará reação ambientalista

O Congresso está com as atenções entre a agonia de seu presidente por corrupção e a tensão na Câmara dos Deputados por causa do início das votações da reforma política.

O Plano Nacional de Energia, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com um único voto contra - o da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente - fez a opção estratégica da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e adotou as usinas nucleares que países de ponta como a Alemanha já estão desmontando quase tudo. 

Apesar da crise politica não passa em branco a aprovação, no bojo do PNE, da retomada da usina nuclear de Angra III, para gerar energia em 2013, e depois a construção subsequente de mais quatro usinas nucleares,  no Sudeste e no Norteste.

O Greenpeace já abriu a boca no mundo: Lula atômico não!

Ambientalistas país afora e o Partido Verde devem se manifestar hoje, assim tomem conhecimento da opção prefeencial pelas nucleares por pressão dos empreiteiros, em vez de se investigar em mini-hidrelétricas e fontes alternativas, como a biomassa reaproveitada e a energia solar e eólica.

Na convenção do PV ficou claro que o partido em princípio seria contra, mas hoje nem tanto porque já existe um racha no pensamento ambientalista, com uma parte já admitindo que, diante do aquecimento globa, é preciso aceitar as nukes desde que saiam bem mais cara devido a providências de segurança.

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