Friday, September 7, 2007

Fogo atinge Parque da Chapada dos Veadeiros e turista foge de pousada em Alto Paraiso, Goiás

Parte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e uma das principais pousadas da região ecoturística do Nordesde de Goiás, a 180km de Brasilia (DF), foram atingidas pelos três focos de queimadas que chegaram mais cedo este ano ao entorno da cidade turística de Alto Paraiso (GO), que ficou sem eletricidade várias vezes hoje (7 se setembro).

Brigadistas do Distrito Federal, bombeiros e equipamentos de combate a incêndio foram mobilizados rapidamente pela direção do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, impedindo que as queimadas de beira de estrada atingissem as zonas intagíveis da unidade de conservação administrada agora pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

O temor dos ambientalistas de Alto Paraiso é que, como já estamos sentindo efeitos esparsos do aquecimento global até mesmo em regiões de elevada altitude (Brasília, por exemplo, está a mil metros acima do mar), as grandes queimadas que duram dias e noites e já devastaram as paisagens da região voltem a ocorrer com mais intensidade este ano.

Ricardo Silva, do Partido Verde de Alto Paraiso, disso à Via Ecológica que a situação no final do dia já estava sob controle, embora ainda houvesse corte de luz devido ao fogo ter atingido fiação e eventualmente transformadores.

“A população de Alto Paraiso está sentindo não só na pele, que fica mais ressecada, mas também nos olhos, nos pulmões e principalmente no coração que o crescimento do fluxo de turismo para nossa região não deve resultar em aumento no índice de queimadas!, disse a radialista Michele Galvão a jornalistas que acorreram ao Alto.

Tanto para Ricardo quanto para Michele, a questão em Alto Paraiso passa inevitavelmente pela educação ambiental não apenas dos moradores mas agora principalmente os visitantes, que chegam aos milhres nos feriados prolongados como este Sete de Setembro.

“Os alternativos e os nativos já estão bem conscientes aqui”, diz Eduardo Dada, vereador do PV em Alto Paraiso e vice-presidente dos verdes para o Nordeste de Goiás, que prometeu entrar em contato com o presidente do ChiBios, João Capobianco, para aumentar a precaução no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

“Esste pessoal precisa cuidar também do entorno do parque, que é onde o fogo começa” - adverte Lula Lima, do PT de Alto Paraiso, para quem é a Prefeitura da cidade que tem que cuidar da educação ambiental na rodovia entre Alto Paraiso e São Jorge.

“Isso aqui virou uma bagunça”, concluiu Apsara Carvalho, da Secretaria de Cultura e Meio Ambiente de Alto Paraiso, reclamando que também o governo estadual precisa olhar melhor para o nordeste.

“Cadê o secretário de Meio Ambiente, José de Paula, que veio aqui passear mas não resolveu até hoje outro foco de problema da chapada que é o lixão com a estação de tratamento parada, os urubus atrapalhando até disco voador”, resume Swami Veedanta, que recomendava mais meditação para combater o aquecimento do planeta. 

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Friday, July 13, 2007

Efeito colateral da crise Renan: Ibama suspende greve até Congresso voltar a trabalhar

Não deixa de ser um efeito colateral positivo da crise chamada Renan Calheiros: como o Senado não tem condições nem de se reunir, muito menos de votar, e o Legislativo todo entra em recesso na próxima quarta-feira (18), de nada adiantaria manter uma greve de longo prazo de servidores federais à espera do Congresso.

Diante disso, os funcionários do Ibama, em greve desde 14 de maio contra a divisão do órgão para criação do Instituto Chico Mendes de Biodivesidade (Inchibio), tomaram hoje (13) a decisão de suspender o protesto até a volta do Congresso, marcada para primeiro de agosto.
Depende agora do Senado a MP 366 do Ministério do Meio Ambiente, que dividiu o Ibama em dois, já aprovada na Câmara. A bancada ambientalista lutou contra a MP na Câmara, com apoio da maioria do Partido Verde, mas os grevistas foram advertidos por Fernando Gabeira (PV-RJ) que deveriam voltar a trabalhar para proteger o meio ambiente.

Com o inicio das queimadas, os funcionários perceberam que era hora de voltar ao trabalho mesmo porque Lula mandou cortar o ponto dos grevistas há alguns dias. A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, conseguiu atravessar mais uma fase critica - a outorga da licença prévia para as usinas do rio Madeira, o que foi feito semana passada. Agora, ela tem que indicar um prsidente definitivo para o Ibama, que teve sua área de atuação restrita, e ver como dar os meios para o presidente do novo Instituto, João Capobianco, trabalhar com o órgão sem representação nos estados mas que agora estará encarregado de cuidar das unidades de conservação.

Por estranho que pareça ficou entendido na assembléia que os funcionários voltarão à greve quando o Congresso voltar a trabalhar.

O meio ambiente agora depende da MP 366 que depende de várias outras matérias e, principalmente, da crise Renan Calheiros?

Era o que faltava. 

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Wednesday, June 27, 2007

Opção nuclear do Governo de Lula provocará reação ambientalista

O Congresso está com as atenções entre a agonia de seu presidente por corrupção e a tensão na Câmara dos Deputados por causa do início das votações da reforma política.

O Plano Nacional de Energia, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com um único voto contra - o da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente - fez a opção estratégica da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e adotou as usinas nucleares que países de ponta como a Alemanha já estão desmontando quase tudo. 

Apesar da crise politica não passa em branco a aprovação, no bojo do PNE, da retomada da usina nuclear de Angra III, para gerar energia em 2013, e depois a construção subsequente de mais quatro usinas nucleares,  no Sudeste e no Norteste.

O Greenpeace já abriu a boca no mundo: Lula atômico não!

Ambientalistas país afora e o Partido Verde devem se manifestar hoje, assim tomem conhecimento da opção prefeencial pelas nucleares por pressão dos empreiteiros, em vez de se investigar em mini-hidrelétricas e fontes alternativas, como a biomassa reaproveitada e a energia solar e eólica.

Na convenção do PV ficou claro que o partido em princípio seria contra, mas hoje nem tanto porque já existe um racha no pensamento ambientalista, com uma parte já admitindo que, diante do aquecimento globa, é preciso aceitar as nukes desde que saiam bem mais cara devido a providências de segurança.

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