Saturday, December 15, 2007

Apesar da falta de metas, Bali abre caminho para a implantação de fundo de combate à destruição florestal

AmazôniaEncerrada a conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, organizações não-governamentais contabilizam entre os principais sucessos obtidos em Bali a inclusão inédita de um artigo sobre desmatamento na convenção climática.

O texto fala sobre redução de emissões por desmatamento e degradação em florestas de países em desenvolvimento (REDD), e abre caminho para a implantação do projeto brasileiro de criar um fundo para o combate à destruição florestal.

O texto aprovado neste sábado em Bali também possibilita o aproveitamento de mecanismos de mercado para recompensar reduções de desmatamento.

“Para nós, foi uma batalha vencida. Lutamos por isso durante sete anos”, disse Paula Moreira, representante do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

A REDD também foi incluída no chamado “mapa do caminho de Bali” – o documento que vai nortear as discussões até 2009 para um acordo que possa substituir o Protocolo de Kyoto, que vai vigorar até 2012.

A inclusão foi considerada fundamental pelo coordenador de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Mauro Armelin.

“É uma decisão para se comemorar muito”, disse Armelin. “Houve uma cooperação muito boa entre ONGs e governo brasileiro em torno dessa questão.”

O “mapa de Bali”, considerado o principal resultado do processo, prevê “ações políticas e incentivos positivos” para REDD. Além disso, o texto cita o papel da conservação, do uso sustentável das florestas e do crescimento dos estoques de carbono da floresta

Por trás da linguagem protocolar está a possibilidade de financiamento e captação de recursos – uma das principais preocupações de países tropicais mais pobres.


“Ainda falta o principal”, disse Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia Greenpeace, lembrando que faltam metas e recursos suficientes.

A nova decisão recomenda a mobilização de fundos nos países desenvolvidos para ajudar na redução do desmatamento das florestas tropicais, além de incentivar o “gerenciamento sustentável” das matas.

Uma questão que criou polêmica na última fase de negociações foi a inclusão ou não de referências a mecanismos de apoio a ações de REDD, que seriam vinculadas à ação dos governos nacionais no que diz respeito à identificação e medidas contra os “motores” do desmatamento.

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e acordo com representantes das ONGs, a inclusão da degradação foi uma concessão aos países da África, já que isso abre a possibilidade de obter ajuda financeira para a preservação das florestas.

O negociador-chefe da delegação brasileira em Bali, embaixador Everton Vargas, concorda com a avaliação das ONGs de que o Brasil será pouco afetado.

“Para o Brasil, não vai fazer grande diferença, nós não dependemos desse tipo de dinheiro. Para alguns países US$ 100 mil é muito, para nós é uma gota no oceano”, disse Vargas.

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Wednesday, December 5, 2007

Greenpeace lança proposta em Bali para zerar o desmatamento de florestas tropicais

O Greenpeace lançou nesta terça-feira uma proposta inovadora para reduzir e, em última instância, zerar o desmatamento das florestas tropicais, ao mesmo tempo em que preserva a biodiversidade e respeita os direitos das populações locais. A iniciativa foi divulgada em um evento paralelo da 13ª conferência da Convenção do Clima em Bali, e contou com a participação dos governos de Papua e Papua Barat, as províncias com maior área intacta de floresta na Indonésia.

A destruição das florestas tropicais representa aproximadamente 20% das emissões totais de gases de efeito estufa e precisa ser contemplada na segunda fase do Protocolo de Kyoto. Indonésia e Brasil são o terceiro e o quarto maiores poluidores globais do clima por causa da destruição das florestas. Para combater as mudanças climáticas, é necessário acabar com o desmatamento em no máximo dez anos.

No início de outubro deste ano, ONGs brasileiras lançaram um pacto pelo fim do desmatamento na Amazônia que prevê acabar com a derrubada da floresta em sete anos sem prejudicar o crescimento econômico da região.

“O desmatamento das florestas tropicais deve ser incluído nas discussões da Convenção do Clima, em Bali. Os recursos para zerar o desmatamento já existem, o que falta agora é vontade política. Os governos de Papua e do estado do Amazonas já apresentaram iniciativas nesta direção que os governos presentes em Bali devem seguir. Sem dinheiro não há florestas nem futuro”, disse Paulo Adario, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, que foi eleito pela revista Época um dos nomes mais influentes do Brasil.

A proposta do Greenpeace tem potencial para arrecadar recursos da ordem de vários bilhões de dólares por ano, sendo que uma parte pode ser usada em um futuro próximo para financiar ações urgentes para reduzir as emissões vindas de desmatamento.

Em abril deste ano, os governadores das províncias de Aceh, Papua e Papua Barat reconheceram a necessidade de reduzir o desmatamento com o apoio da comunidade internacional, através de mecanismos de financiamento para redução de emissões e de transferência de tecnologia voltada para a proteção das florestas e para a geração de renda para as comunidades locais.

Bill Hare, conselheiro político para mudanças climáticas e co-autor da iniciativa do Greenpeace, completa: “Nossa proposta alia oportunidades de mercado com financiamento para políticas públicas que vão resultar em reduções reais do desmatamento, sem a transferência do problema de um lugar para o outro, além de garantir a divisão dos benefícios com a população local”, disse ele.
(Com material fornecido pelo Greenpeace Brasil).

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Tuesday, December 4, 2007

Indonesia sob pressão da midia internacional por conta da destruição de florestas similares à Amazônia

A Indonésia começou a sofrer ontem, com a abertura em Jacarta da conferencia das Nações Unidas sobre mudanças climaticas, fortes pressões da midia internacional e de delegados das naçoes européias contra o desmatamento e a queimada de suas florestas tropicais, similares à Amazônia.

Delegados de quase duzentos paíeses discutirão até a semana que vem uma sequencia de reuniões diplomaticas que devem resultar na tentativa de se firmar até 2009 um acordo mundial de redução das emissões de gases do efeito estufa, que provocam o aquecimento global.

Alem de dezenas de reuniões tematicas entre especialistas em meio ambiente de quase 190 paises, discursos no plenario principal e manifestações ambientalistas, o grande impacto da conferência - que estava um pouco fora das atenções dos editores internacionais na Europa e nos Estados Unidos - acabou ficando por conta da rede de televisão CNN, que nas últimas semanas vem se metendo em atritos diplomaticos com outros governos autoritarios diariamente (semana passada houve os casos com a Russia e com a Venezuela).

Com com a ajuda de ativistas locais, um helicoptero a serviço da emissora sobrevoou extensas áreas de floresta sendo desmatada por madeireiros ilegais com a cumplicidade da policia e das autoridades de campo, deixando apenas cenarios desoladores de terra devastada - cenas chocantes que estão correndo o mundo nas últimas horas e estarão no noticiario desta terça-feira nas Americas.

Como a emissora roda suas matérias especiais desse tipo inumeras vezes, primeiro na cabeça de rede de Hong Kong e depois na Europa, Estados Unidos, Brasil e via satélite para todo o mundo de lingua inglesa hoje, o impacto da matéria começou a ser sentido ainda ontem à noite, entre delegados da propria Indonesia que ja não aceitaram falar com a imprensa. O governo local deve se manifestar hoje, segundo asagencias de noticias.

As cenas de queimada em extensões enormes, a perder de vista mesmo de helicoptero, são politicamente fortes e trazem imediatamente à lembrança o que acontece na Amazônia durante os meses de estiagem, com cenas que ja anestesiaram a opiniao publica domestica no Brasil.

-Os brasileiros não perdem por esperar - observou o cameraman de uma produtora independente, a serviço de organizaçoes não-governamentais em Jacarta, que filmava a manifestaçao em Bali contra a destruiçao das florestas. 

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Wednesday, June 27, 2007

Opção nuclear do Governo de Lula provocará reação ambientalista

O Congresso está com as atenções entre a agonia de seu presidente por corrupção e a tensão na Câmara dos Deputados por causa do início das votações da reforma política.

O Plano Nacional de Energia, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com um único voto contra - o da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente - fez a opção estratégica da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e adotou as usinas nucleares que países de ponta como a Alemanha já estão desmontando quase tudo. 

Apesar da crise politica não passa em branco a aprovação, no bojo do PNE, da retomada da usina nuclear de Angra III, para gerar energia em 2013, e depois a construção subsequente de mais quatro usinas nucleares,  no Sudeste e no Norteste.

O Greenpeace já abriu a boca no mundo: Lula atômico não!

Ambientalistas país afora e o Partido Verde devem se manifestar hoje, assim tomem conhecimento da opção prefeencial pelas nucleares por pressão dos empreiteiros, em vez de se investigar em mini-hidrelétricas e fontes alternativas, como a biomassa reaproveitada e a energia solar e eólica.

Na convenção do PV ficou claro que o partido em princípio seria contra, mas hoje nem tanto porque já existe um racha no pensamento ambientalista, com uma parte já admitindo que, diante do aquecimento globa, é preciso aceitar as nukes desde que saiam bem mais cara devido a providências de segurança.

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